Final da CEA 2018 será decidida entre Camarões e Itália

Definida a grande final da Copa Entre Amigos 2018: Camarões e Itália decidem quem será o grande campeão do torneio. As seleções avançaram para a finalíssima nas batalhas realizadas no último sábado (24), onde os Italianos não tiveram tanto esforço para derrotar a Nova Zelândia, visto pelo amplo resultado de 14 a 5. Já os Camaroneses penaram contra o Qatar, vencendo nas penalidades, após empate por 7 a 7 num dos jogos mais espetaculares da competição.

Respirem fundo e mergulhem na emoção que é a CEA.

Itália 14 x 5 Nova Zelândia

A abertura das semifinais veio com um belo duelo entre as seleções: Itália e Nova Zelândia vinham para a quadra com seus planos e modelos táticos muito diferentes, mas ambos buscando um mesmo objetivo que era a vaga para a grande final do torneio. O público queria ver um embate disputado, pegado e emocionante, porém perceberam que não seria conforme suas expectativas, pois a NZ estava desfalcada de dois atletas essenciais em seu elenco: o gigante Bordin, e Salgado (mas justo nas semifinais?). Eles fizeram muita falta a sua equipe, sentida e vista no jogo. Mesmo com um início equilibrado, os Italianos foram superiores na maioria das investidas, não demorando para o tento sair. Danrlei? Digol? Que nada, Hélio foi o destaque da primeira etapa, fazendo logo de cara dois gols para a Azurra antes dos 5 minutos. Os Pretos não desanimaram, pedindo para que seu craque resolver a situação. Tevez não fugiu da responsa, e, de falta, diminuiu a vantagem em um tento aos 9’. Entretanto, se de um lado tem ‘o cara’, do outro também tinha, e Digol apareceu aos 14 minutos, dando tranquilidade a Itália e abrindo novamente dois gols. A Nova Zelândia tentou diminuir, porém Tevez e Pelegrino não conseguiam transformar as chances em tentos, ao contrário dos Italianos. Hélio estava em seu melhor estado (gasoso) no qual marcou mais dois gols, aos 17’ e 21’, e praticamente definindo a primeira etapa. No fim, nada de surpresas e placar de 5 a 1.

Na segunda etapa, o mesmo discurso de sempre, mas a execução é sempre a contrária. Fazer um tento logo no início para voltar ao jogo. Mas com um minuto, veio o gol da Itália e cinco tentos de vantagem. É para desanimar qualquer seleção, menos a Nova Zelândia que não se desesperou com a larga vantagem e aos poucos foi buscando o impossível. Tevez aos 3’ marcou. Aos 5 minutos, Pelegrino descontou… Tudo tranquilo até então, até os 11’ quando Tevez fez mais um, deixando a diferença em apenas dois gols. Aí a plateia inflamou, os Neozelandeses empolgaram e a partida ficou nível CEA. Um minuto depois, Tevez… No travessão! Meu Deus! O que fez a Itália com tamanha pressão? Um pedido de tempo crucial, que definiu o embate, pois no retorno da equipe à quadra, o grupo estava novamente concentrado, sendo que em dois minutos fez três gols (Luan Santana 2x e Danrlei), faltando 10 a serem decorridos. Digol ainda cravou uma estaca numa possível reação da NZ aos 17’. A partir daí os Pretos perceberam que não dava mais, mesmo após mais um tento de Tevez. Nos últimos cinco minutos, os Italianos treinaram seu entrosamento, onde quem se beneficiou foi Digol que marcou mais três gols, fechando a partida em 14 a 5, garantindo a Itália para a grande final da competição.

Opinião: A torcida merecia mais do primeiro duelo das semifinais entre Itália e Nova Zelândia, partida esta que foi tão mencionada durante a semana por conta da possível revanche, onde na primeira fase o embate foi decidido nos bastidores. Apesar do esforço Neozelandês, a falta de atletas foi fator determinante, pois a equipe não conseguia realizar seus contragolpes envolventes, principal atributo deste elenco durante toda a competição. A Azurra não tinha nada a ver com isso, fazendo seu trabalho e ganhando com certa facilidade. O destaque vai para Digol, que, em jogos decisivos vem crescendo de produção de maneira absurda, além de Hélio, atleta novato, mas que demonstra qualidade de definição. Curiosidade: Salgado novamente foi o personagem principal das partidas entre as seleções. Na primeira fase, o jogador foi julgado por uso irregular do meião, no qual a Nova Zelândia foi punida, perdendo o jogo. Desta vez, o atleta, que era uma das principais peças da equipe, não pode comparecer por questões pessoais, e sua ausência pode ser sentida no embate. Fez falta.

Camarões 7 x 7 Qatar

Se na primeira partida o público não esteve tão empolgado, no segundo embate, entre Camarões e Qatar, os torcedores tiveram que ter o coração forte, tamanho foi à emoção deste confronto do melhor ataque contra a melhor defesa. Logo no início, os Africanos mostraram seu poder ofensivo, abrindo contagem aos 2 minutos com o Fernando, dando a impressão que a partida seria tranquila para os Camaroneses. Ledo engano, pois o que vimos foram às seleções buscando na sua tática o golpe fatal que abalaria seu adversário. Os Africanos seguiam com o toque de bola envolvente, mas paravam no arqueiro Edno que parecia estar num dos seus dias de glória (creio que a presença da família fez a diferença). Já os Árabes apostavam no contra ataque e no apoio da plateia para desestabilizar seu oponente e… Ele veio, e como veio. Aos 16′ Hetchko empatou o marcador. Delírio em quadra. Quatro minutos depois, Edno virou e Burmann ampliou para o Qatar, levando o público a loucura. Por um instante, Camarões viu-se nervoso, mas o craque, o atleta que chama a responsa estava alerta e, um minuto depois, Fernando diminuiu a partida. O tento fez que os Vinhos não crescessem no jogo, ao contrário dos Africanos que vieram na busca do empate. Aos 24 minutos novamente Fernando pôs os Camaroneses na partida, fechando o placar em 3 a 3.

Veio o segundo tempo e com ele os Africanos que, decididos, não queriam dar chances ao azar. Aos 2 minutos, Fernando (ainda digitarei muito seu nome), colocou a vantagem outra vez para Camarões. Só que desta vez, os Árabes não deixaram seu adversário gostar do jogo, sendo que, em pouco tempo conseguiram empatar o embate. Cleverson aos 7′ deixou tudo igual. Mas, a seleção de Camarões não era detentora do melhor ataque atoa, e, aplicando seu futebol ‘toco me voy’ marcou dois tentos quase que seguidos, ambos com ele, Fernando, ou melhor, o artilheiro do CEA. Apesar da desvantagem, os Vinhos seguiam a risca seu plano tático, já que ainda restavam 15 minutos a jogar. Porém, quando faltavam 8’ para o fim, Caco fez mais um para os Africanos, abrindo três de vantagem e praticamente definindo o confronto. Isso era que a torcida e a maioria deveriam ter imaginado, mas, era semifinal amigo e o Qatar era conhecido como a ‘equipe esforçada’ que não desiste por uma bola. Aos 19 minutos, The Legend Regi diminuiu a vantagem. Um minuto depois, Edno fez bela jogada, após tabela, fazendo o tento que botaria fogo no embate. O público veio com a equipe, pressão e… Tempo Camarões. “Restavam apenas três minutos, nervos a flor da pele… Agora restam apenas dois, Hetchko com a bola, girou… Meu Deus! A pelota entrou ou não entrou? Juiz apitou dentro, é gol!” Empate dos Árabes aos 23′ para êxtase da torcida e lamentação Africana. Mas ainda havia tempo, e no último minuto veio à chance para as duas seleções, porém nenhuma conseguiu concretizar em gol, levando a disputa para a marca da cal.

Vieram os batedores para definir o último finalista. Fernando abriu a contagem e, não desperdiçou. Regi com qualidade, empatou a disputa. Taborda, com vaias não titubeou, colocando Camarões em vantagem. Hetchko mostrou segurança e igualou para Qatar. Veio Caco e… Gol dos Africanos. Edno era o batedor. Após defesas milagrosas, seria ele o vilão? Não desta vez, bola na rede e 3 a 3. Assim fomos para os pênaltis alternados. Kimura como um Samurai pôs vantagem na disputa. Binho na cobrança e… Defendeu Luiz Fernando! Festa Camaronesa e classificação da seleção à final do torneio.

Opinião: Simplesmente fora de série a partida que realizaram Camarões e Qatar. Um embate com selo CEA de emoção, qualidade e vibração. Jogo digno de duas grandes seleções, sendo definida apenas nas penalidades. Destaque dos Africanos vão para Fernando, que chamou a liderança de ser o ‘A’ da equipe, o arqueiro Luiz Fernando, que defendeu o pênalti derradeiro e Taborda que se poupou para a final. Já no Qatar, os ‘caras’ foram Edno, pelos milagres no duelo, além de Hetchko e Regi jogadores que foram ao seu limite, mostrando a qualidade que os Vinhos realizaram ao longo da competição.

Final será no Clube Três Marias

A Comissão Organizadora do CEA vem informando ao longo da semana sobre a festa de encerramento, com as disputas de 3º lugar e a finalíssima da competição. O local escolhido o Clube Três Marias, localizado próximo à Santa Felicidade, lugar aconchegante e com um amplo espaço de lazer.

Portanto, não se esqueçam de se programarem para verem as disputas das partidas, bem como, usufruir do local e das várias opções que a tarde irá reservar.

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