Em partidas memoráveis, CEA define os semifinalistas do torneio

Alucinante! Este pode ser o adjetivo para definir os embates realizados no último sábado na CEA, que definiram os semifinalistas da competição: Nova Zelândia x Itália e Camarões x Qatar. Tirando a partida entre os Africanos e País de Gales, os demais jogos foram de uma emoção sem tamanho, onde ninguém conseguiria decifrar que iria avançar à próxima fase.

Os destaques foram muitos, mas não podemos deixar de falar na dupla Digol e Danrlei da Itália, que estavam em dia mágico. Da também dupla Salgado e Tevez da Nova Zelândia, que com um entrosamento afiado conseguiram passar por Hong Kong, além do belíssimo embate entre Eslovênia e Qatar, onde, mesmo com Allison em seus dias de homem-gol, os Vinhos conseguiram vencer nos pênaltis, graças a estrela de Edno. Já a partida entre Camarões e Gales, não tivemos surpresas, e sim um triunfo sem dificuldades dos Verdes.

Preparados para sentir a emoção? Segue a matéria.

Itália 9 x 4 Irlanda

Na abertura das quartas de final, um embate de tirar o fôlego. Itália e Irlanda entraram em quadra sabendo o que iriam enfrentar e como poderiam parar os atletas níveis A de cada seleção. Na preleção foi tudo bonito, porém na prática não foi bem assim. Um minuto de jogo e Vinícius jogou as cartas na mesa, abrindo a contagem Irlandesa. Só que Digol estava afim de gols (até por conta da presença da esposa e o filhinho) e dois minutos depois empatou o duelo. Com 10 minutos, a partida estava como todos esperavam: chances lá e cá, defesas e um equilíbrio absurdo. Aos 11′ Cris pôs novamente os Verdes em vantagem e um desafogo na equipe. Entretanto, Digol queria mostrar para seu filhão que o papai não tinha este apelido atoa e aos 17 minutos ele novamente empatou o placar. A Irlanda não se abateu com o craque da Azurra e decretou a vantagem no placar três minutos depois, desta vez com Baiak. Mas… Bastou dois minutos para Digol ser a figura desta primeira etapa. 2 gols em sequência e virada Italiana, fazendo o atleta adversário chamar mais um companheiro para marcá-lo. Os Irlandeses até tentaram o empate, mas a primeira etapa ficou em Digol 4 x 3 Irlanda. Invejosos dirão que Digol marcou um gol contra, mas isso foi apenas comentários.

Veio a segunda etapa e assim como a primeira, Vini também queria mostrar serviço e logo a um minuto empatou o duelo. A igualdade fez com que as equipes se precavessem, pois sabiam que um descuido poderia ser a perda da classificação. Tanto Digol, como Vini já não tinham espaços para poder realizar suas magias, fazendo com que o duelo fosse muito equilibrado. Só que aí, surge a figura da etapa final. Se Digol estava bem marcado, o arqueiro Danrlei mostrou porque é a válvula de escape da seleção Italiana. Dois gols ao seu estilo num intervalo de três minutos colocou uma grande vantagem a Azurra, faltando 10 minutos para o fim. Com isso, a Irlanda não teve alternativas, senão lançar-se ao ataque, no qual criava chances, mas parava no irmão de Donnarumma. Para piorar, Digol e novamente Danrlei, colocaram a diferença em quatro gols. Sem esperanças de um possível empate, os Irlandeses se conformaram com a derrota, e, sem forças, viram novamente o arqueiro italiano escrever seu nome na Cancun, marcando mais um tento e decretando a classificação da Itália por 9 a 4.

Opinião: se o duelo entre Itália e Irlanda tinha como objetivo anunciar ao público o que seria estas quartas de final, meu amigo, atingiram com sucesso. Um jogão do começo ao fim da partida, com oportunidades e variações no placar em muitas ocasiões. No fim, triunfou a seleção que possui um atleta diferenciado em seu plantel. Além de Digol, Danrlei foi o nome da partida com quatro tentos, num momento crucial do embate, sem falar no belíssimo gol de falta… Craque. Já a Irlanda deve sair satisfeita pelo seu rendimento, mostrando porque estava entre os melhores classificados.

Hong Kong 6 x 8 Nova Zelândia

No jogo das 09h, o segundo da fase mata-mata, e, que definiria o adversário da Itália, havia uma grande expectativa entre os torcedores, já que Hong Kong e Nova Zelândia vinham em ascensão na competição. Os Asiáticos tiveram uma grande perda no início da semana, com a contusão do atleta Robson, substituído pelo paraguaio Feitosa. Como era previsto, o embate entre as seleções teve um início muito disputado, mas que, com o andamento da partida, as equipes foram se soltando em quadra. Aos 6 minutos, Tevez, sempre ele, abriu a contagem Neozelandesa. Tento importante, pois faria com que os Vermelhos fossem ao ataque, deixando espaços para os contragolpes certeiros da NZ. Não demorou para a tática funcionar e aos 12′, Pelegrino ampliou o jogo. No minuto seguinte, uma sucessão de tentos deixou o duelo empolgante, mesmo que a vantagem não tenha sido alterada. Cozzolino diminuiu e Salgado, pôs o embate em 3 a 1. Controlando bem o resultado, a Nova Zelândia parecia que sairia com o resultado favorável na primeira etapa. Mas, bastou um mínimo de descuido para Pacholek realizar seus passes ‘faz e me abraça’, um para Albano e outro para Cozzolino (este após uma jogada mágica de Pacho, com canetinha de letra e tudo), sendo que, em dois minutos, Hong Kong já havia empatado a partida. Restava apenas alguns minutos para o fim e ninguém podia dizer se haveria um vencedor… Mas tivemos um vencedor, e foi Hong Kong. Adivinha com quem? “Pacholek, lek lek lek”. O atleta fez seu gol faltando um minuto para o fim, decretando a incrível virada dos Asiáticos por 4 a 3.

Veio o segundo tempo, e as análises táticas eram a principal tônica neste início. Atrás do placar, os Pretos optaram por um novo plano tático: Salgatevez (tabela entre Salgado e Tevez). Funcionou como manda o figurino. Aos 3 minutos, Salgado recebeu passe de Tevez e empatou o jogo. Dois minutos depois, foi a vez de Salgado retribuir, dando assistência para Tevez virar a partida. Mas a alegria Neozelandesa durou dois minutos, pois Mano pôs Hong Kong em ação, igualando o confronto. Que duelão do p** e ainda restavam mais 15 minutos em jogo, e todos sabiam que um erro poderia definir o classificado. A falha infelizmente veio de quem não se esperava. Após fazer grande jogada, o arqueiro Feitosa se empolgou e tentou novamente fazer o inesperado: resultado foi a roubada de bola de Tevez e o gol da NZ, aos 15 minutos. Os Vermelhos não tiveram alternativa e foram para o abafa, criando muitas oportunidades e… Perdendo chances claríssimas de gol. O castigo não poderia ter escrito de forma mais sublime, pois,faltando dois minutos para o fim, Wanderson (sim, Wanderson), abriu vantagem aos Pretos. Só que, os Asiáticos não estavam mortos e no minuto seguinte, Albano deu esperanças a seleção diminuindo a partida, restando um minuto para o fim. Todos ao ataque um busca do heroico empate, e faltando 30s veio o gol… Da Nova Zelândia com Salgado que decretou a classificação Neozelandesa. Resultado final de 8 a 6.

Opinião: que jogo foi esse? Embate de grandes seleções que buscaram o gol a todo tempo. Nova Zelândia e Hong Kong fizeram um duelo memorável, onde ninguém conseguia definir um vencedor, sendo decidido apenas nos minutos finais. Destaque para a grande partida de Cozzolino, pelo lado de Hong Kong, não sentindo o peso do manto Vermelho. Já os Neozelandeses tem um grande elenco que a cada jogo cresce na competição. Tevez e Salgado foram os donos da partida. Seria a Nova Zelândia a seleção a ser batida? O futuro nos dirá.

Eslovênia 5 x 5 Qatar

Chegamos a terceira partida das quartas, onde Eslovênia e Qatar duelavam na quadra 1, ou melhor, na Arena de Gladiadores por assim dizer. O motivo desta interpretação era simples: de um lado os soldados Árabes, que tinham como principal objetivo para o exército de um homem só, que se denominava simplesmente como Allison. Assim, em meios as expectativas, o embate teve um bom início, com oportunidades dos dois lados, e mesmo sem seu arqueiro Alex (Carlos Valdir assumiu a meta), os Azuis se portavam bem. Bastou um descuido dos Vinhos para o Esloveno Allishow fuzilar a meta, abrindo o marcador aos 4 minutos. Os atletas Qatarianos não se abateram, indo para o abafa, onde minutos depois reclamaram muito de um pênalti não marcado, após Gislei tirar a pelota em cima da linha. No contragolpe, um chute com a marca Allison de artilharia: esquerda na gaveta, abrindo vantagem para a Eslovênia. Os Vinhos não se abateram e dois minutos depois diminuíram o placar com o goleiro Edno, num chute de extrema violência, onde nem Carlos, nem Valdir chegariam na bola. O tento animou o Qatar quem um minuto depois empatou o embate com Binho. Passados 10 minutos, a partida era de grande qualidade, no qual não tinha bola perdida. Mesmo após levar o empate, os Azuis seguiam seu modelo de jogo, e bastou um encaixe para Allison achar Gislei livre, pondo nova vantagem aos Eslovenos. Três minutos depois, aos 17’, Allishow conseguiu novo espaço para girar e fuzilar, abrindo nova vantagem em dois tentos. O Qatar teve que remar novamente em busca da igualdade, porém, desta vez a seleção não teve o mesmo sucesso e o jogo ficou em 4 a 2.

Na segunda etapa, Hetchko retornava após cumprir suspensão, afim de mudar o panorama da partida. E não é que ele fez a diferença. 30s e o jogador do Qatar deu uma assistência milimétrica para Regi, The Legend, diminuir o confronto. O tento fez com que os Vinhos fossem em busca do gol, e o duelo ganhou ainda mais em emoção. Não demorou e Hetchko aproveitou sua chance para igualar a partida aos 4 minutos, para delírio do público presente. Mais alguns minutos se passaram e o jogo era alucinante, onde os nervos estavam a flor da pele, sendo que, em alguns lances tivemos entradas mais ríspidas. Era disputa de vaga, então nenhuma seleção queria correr riscos, mas bastou um erro para o panorama da partida mudar. Aos 10 minutos, Carlos Valdir (que atuava no gol) parecia ter sobre controle uma bola lançada na área, só que o jogador soltou a gorduchinha nos pés de Burmann que agradeceu o presente, virando o embate para os Árabes. A partir daí, um outro modelo de jogo se apresentava, onde os Eslovenos tiveram que sair para o ataque. Nesse lá e cá veio a cena que resumia bem o andamento do confronto: após Regi quase fazer um gol de placa (meia lua no ar + cobertura), com a bola batendo no travessão, os Azuis tiveram a oportunidade de empatar através de Allison que parou no goleiro Edno. Tudo isso em questão de segundos. Mas o embate reservava muitos dramas. A começar pela expulsão de Danilo da Eslovênia, faltando pouco menos de sete minutos, deixando um enorme prejuízo a equipe. Porém os Árabes não souberam aproveitar tamanha vantagem, desperdiçando muitos ataques. O castigo veio faltando dois minutos para o fim, e foi nos pés de quem sabe o que faz. Allishow mostrou porque é craque, recebendo a redonda e girando, mesmo marcado por dois adversários, fuzilando a meta e colocando a igualdade no placar. Ao final, nenhuma seleção quis se arriscar, e o resultado ficou em 5 a 5, onde as disputa pela vaga seria nas penalidades.

Vieram os batedores, e logo de cara uma surpresa: Allison bateu o primeiro pênalti, e Edno defendeu! Na sequência, Regi converteu para o Qatar. Seguindo o panorama, Pica-Pau para os Azuis, Hethcko para os Vinhos e Joãozinho para a Eslovênia converteram suas cobranças até chegar na última. Edno, goleiro Qatariano tinha em seus pés a vaga às semifinais. Ele não titubeou, batendo com categoria e garantindo a classificação do Qatar a próxima fase.

Opinião: Épico para não dizer memorável! Assim podemos resumir o duelo de titãs entre Eslovênia e Qatar. Um confronto que será lembrado por muito tempo, tamanha a dedicação dos atletas. Destaque para a equipe dos Vinhos que surpreende a cada jogo. Quando parece que a seleção está nocauteada, os atletas buscam forças, conseguindo superar as expectativas. Edno foi o ‘cara’ nas penalidades, pegando um pênalti e marcando outro. Já a Eslovênia sai da competição ainda sem acreditar na eliminação. A ausência de atletas pontuais prejudicaram o elenco, que, dependia muito de seu craque Allison, que correspondeu à altura. Só que, o craque sai chateado do torneio, pois, foi na sua cobrança que a equipe perdeu a vaga. Acontece também com os grandes jogadores.

Camarões 15 x 3 País de Gales

Por fim, Camarões e País de Gales faziam o último embate do dia, onde, na casa de apostas, a chance de triunfo Camaronesa era alta. Os Galeses queriam contrariar esta probabilidade apostando num esquema ofensivo, mas, o início de partida demonstrou o que já era esperado. 2 minutos de jogo e gol dos Africanos, com o tento de Fernando. Apesar do gol sofrido, os Galeses não se intimidaram, seguindo seu plano tático, só que a seleção não conseguia ficar com a bola, onde na maioria das vezes, rifava sem pudor. Bom para os Camaroneses que faziam seu toque de bola fluir, e aos 7 minutos, Padilha ampliou o duelo. Com a vantagem, o confronto ficou a quem do imaginado, já que os Cinzas eram praticamente nulos em campo. Aos 15 minutos, Caco marcou mais um e o ‘alerta de goleada’ era prevista entre o público. Só que… Faltando dois minutos para o fim da etapa inicial, Camarões falhou e a bola chegou aos pés de Inho, aí foi o famoso drible de tango e paulada na veia. 3 a 1 no primeiro tempo e ânimo renovado ao País de Gales para a segunda etapa.

Segundo tempo, expectativa enorme para que os Galeses marcassem um tento e o duelo pegasse fogo. Público apreensivo. Início de jogo, Gales tocando a bola, tentativa de ataque, erro de passe, tabela Camaronesa… gol de Taborda com 50s. Três de vantagem e a torcida já se entreolhava e dizia ‘já era’. 4 minutos de duelo e após nova troca de passes, Taborda guardou mais um. Passados mais três minutos, o placar já era de 7 a 1 para os Africanos (Fernando e Padilha marcaram). Os Cinzas estavam na lona, mas mesmo assim, optaram pelo goleiro linha, no pensamento de, perder de um, perder de mil. A opção foi válida, pois Wellington marcou o tento Galês, porém, os contra-ataques surgiam e os Africanos mostraram porque são detentores do melhor ataque da competição: Taborda 2x aumentou ainda mais a vantagem de Camarões, faltando 10 minutos para o fim. O público, percebendo que a seleção de Gales não incomodaria, optou por ver a presença do prodígio para o embate: Coxinha. Aos gritos de seu nome, o atleta entrou em quadra ovacionado. A torcida queria mais, queria um tento do pequeno notável. Ele correspondeu não com um, mas com três gols, indo nos braços da galera. Fernando ainda sacramentou a goleada de Camarões por 15 a 3 e vaga garantida as semifinais.

Opinião: passeio é a palavra mais correta para definir a partida que encerrou as quartas de final da CEA. Com um domínio/controle do jogo do início ao fim, a seleção de Camarões foi praticamente impecável, não deixando o País de Gales jogar. Aos Galeses, restou se contentar com os gols marcado pela equipe. Já os Africanos seguem como francos favoritos na busca pelo título, mas terão pela frente a melhor defesa da competição. Promessa de um grande duelo frente ao Qatar.

Chopp e muito hambúrguer: equipe holandesa e seu trailer do Nereu

Apesar da seleção não ter se classificado a fase final, os Holandeses fizeram bonito ao promover seu churrasco, no trailer mais aconchegante de Curitiba: Farmtruck Nereu. Os convidados foram encaminhados até o local, próximo a residência do atleta, no qual puderam conhecer as delícias que o estabelecimento proporciona.

Hambúrgueres, com batatas rústicas ao molho holandês, com opção de muita salada para delírio de Constantino. Os chopps também era algo irrecusável, com várias opções para melhor atender o público que teve uma tarde agradável ao lado da família e companheiros. O principal debate roda de conversa foram: Camarões, Nova Zelândia, Danrlei, Allison e Feitosa que se prolongou até a noite.

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